26 julho 2016 - 18:35
Homem com faca invade clínica no Japão e deixa mortos

Segundo NHK, polícia diz que há pelo menos 15 mortos e 45 feridos. Ex-funcionário, Satoshi Uematsu, de 26 anos, admitiu ser autor do ataque.

Um homem invadiu uma clínica para pessoas com deficiência em Sagamihara, no Japão, e atacou pacientes com uma faca. Segundo a emissora japonesa NHK, a polícia diz que pelo menos 15 pessoas morreram e 45 ficaram feridas.

Satoshi Uematsu, de 26 anos, foi preso e confessou ser o autor do ataque. Segundo o jornal "Japan Times", ele se entregou em uma delegacia por volta das 3h (hora de Japão) e disse ser um ex-funcionário do local.

A polícia foi acionada às 2h30 de terça-eira  por empregados da clinica, que fica dentro de um complexo chamado Tsukui Yamayuri-en. Sagamihara fica 45 quilômetros a oeste de Tóquio.

Japão descarta ligações de Daesh ao ataque no centro para pessoas deficientes

O Governo japonês disse, não haver ligações com o Daesh o caso do homem armado com uma faca, que hoje matou 19 pessoas em um centro comercial para deficientes, o maior massacre no país em décadas.

"No momento , não temos informações algumas em haver vínculo ou suspeito a grupos islamitas", disse o porta-voz do Governo, Yoshihide Suga, em uma  conferência para imprensa, citado pela agência de notícias Kyodo.

Yoshihide Suga considerou o "incidente extremamente trágico e chocante".

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, lamentou a morte dos 19 deficientes, que viviam em uma  residência de Sagamihara, nos subúrbios de Tóquio.

"Temos que procurar a real causa deste crime e o Governo vai esforçar-se para isso", afirmou, em uma  reunião do Partido Liberal Democrata (PLD).

Pelo menos 19 pessoas morreram e 20 ficaram gravemente feridas  neste ataque, segundo os bombeiros e a polícia.

O autor do crime é um homem de 26 anos que já trabalhou no centro dos deficientes.

O homem entregou-se à polícia e declarou-se culpado.

Segundo os meios de comunicações sociais japoneses,  citado pelas autoridades  políciais , o homem declarou que queria "acabar com os deficientes deste mundo".

As vítimas  tinham entre 18 e 70 anos,  segundo os bombeiros.

Este foi o maior massacre no Japão desde a Segunda Guerra Mundial, descreveu a AFP.

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